TRANSLATE

Mostrando postagens com marcador RAÇAS ZEBUÍNAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RAÇAS ZEBUÍNAS. Mostrar todas as postagens

RAÇA ZEBUINA - INDUBRASIL

INDUBRASIL

Fonte: ARAUCÁRIA Genética Brasil e Associação Nacional do criadores de Indubrasil

O Indubrasil é uma raça zebuína de dupla aptidão, formada a partir do cruzamento entre o Nelore, o Guzerá e o Gir, reunindo características das três principais raças indianas introduzidas no país.


Principais características: apresentam a cabeça de largura e tamanho médios, perfil subconvexo, orelhas longas e pendentes, pelagem é branca, cinza ou vermelha, sempre sobre pele escura, bem pigmentada.



O elevado porte da raça a credencia como excelente produtora de carne. Sua rusticidade, adaptabilidade e produção nos trópicos permitiram-lhe expandir por todo o território nacional. As medidas das vacas(em comprimento do corpo) são,em média, 162 cm e a altura posterior 152 cm. Para os machos estas medidas são, respectivamente, 178 cm e 166 cm. O perímetro torácico dos machos adultos mede, em média, 225 cm. O perímetro escrotal, para machos adultos é de 44 cm.



A vantagem mais evidente na utilização do Indubrasil é na produção de mestiços, pode ser considerado o Zebu mais versátil nos cruzamentos com qualquer raça européia ou indiana. 

RAÇAS ZEBUÍNAS - TABAPUÃ

TABAPUÃ
Fonte: ABC - Associação Brasileira de Criadores

HISTORIA:

Desde o início do século XX, alguns pioneiros já selecionavam um animal com aparência anelorada, a partir de cruzamentos entre o gado mocho nacional com o Nelore, ou com o Guzerá. As mais antigas anotações mostram a formação desse gado mocho no Estado de Goiás, embora tenha sido documentado também no Estado de São Paulo e em Minas Gerais, mais tarde. Afinal, o gado mocho nacional era fácil de ser encontrado no início do século XX, em vários estados.

Diversas foram as origens do zebu mocho, mas a glória, no entanto, ficou para o criador Alberto Ortenblad, na cidade de Tabapuã/SP, no inicio da década de 1940, que passou a registrar em livro particular todas as ocorrências, geração após geração, sempre frequentando exposições com o novo gado mantendo a tradicional denominação de "Zebu Mocho". O rebanho de Alberto Ortenblad era oriundo dos antigos cruzamentos do mocho nacional na vacada Guzerá, de pelagem clara, e outra vacada Nelore.

No final, iria predominar a pelagem do Nelore, branca, mas com dezenas de detalhes morfológicos indicando o Guzerá.


CARACTERISTICA:


Utilizada em cruzamentos com o Nelore, com o Holandês e, principalmente, com raças européias do clima subtropical brasileiro (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná).
Além da adaptabilidade, destaca-se pela precocidade e boa conformação de corte.

As vacas pesam entre 450-650 kg, com recorde de 941 kg
touros pesam entre 880-1.050 kg, com recordes acima de 1.100kg.
  • DOCILIDADE
  • FERTILIDADE
  • PRECOCIDADE REPRODUTIVA
  • BOA CONFORMAÇÃO FRIGORÍFICA
  • HABILIDADE MATERNA
CRUZAMENTOS:


O Tabapuã devido às suas qualidades para a produção de carne e de criação vem sendo cada vez mais utilizado nos cruzamentos, notadamente com as outras raças zebuínas na formação de lastro pecuário, objetivando-se obter matrizes boas criadeiras e adaptadas para cada região. O exemplo mais típico destes cruzamentos é o TABANEL (TABAPUÃ X NELORE).
O Tabapuã também vem sendo utilizado nos cruzamentos em que se busca a formação de novas raças (Raças Sintéticas). Tais como:

RED-NORTE

(TABAPUÃ X RED ANGUS X NELORE MOCHO)
MOCHO GUAPORÉ
(TABAPUÃ X CHIANINA X NELORE MOCHO)
Como destaque deste cruzamento podemos citar o garrote PAIAKAN que aos 12 meses obteve 603 Kg. Criador Luiz Gonzaga Vasconcelos, no vale do Guaporé (MT).

Utilizada em cruzamentos com o Nelore, com o Holandês e, principalmente, com raças européias do clima subtropical brasileiro (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná).
Além da adaptabilidade, destaca-se pela precocidade e boa conformação de corte.

As vacas pesam entre 450-650 kg, com recorde de 941 kg
touros pesam entre 880-1.050 kg, com recordes acima de 1.100kg.

BEZERROS:


Tabapuã nasce pesando entre 30-32 kg. No Regime (campo), pesa 175 kg  aos 6 meses; 234 kg aos 12 meses; 303 kg aos 18 meses.

RAÇAS ZEBUÍNAS - NELORE VERMELHO

NELORE VERMELHO


Foi no Estado da Bahia que surgiu o primeiro rebanho Nelore vermelho pelo aproveitamento de reprodutores dessa cor, surgidos em plantel Nelore tidos como puro de origem. O pioneiro Octavio Ariani Machado possuía uma novilha de pelagem vermelha denominada Itabira, filha de casal Nelore, vindo em 1906 de Madre, na Índia, que era de pelagem cinza-claro. Os filhos de Itabira nasciam vermelhos, como é freqüente na raça Nelore, mas com a diferença de que a coloração persistia até a idade adulta. Originou-se, assim, uma linhagem que, com a chegada da vaca Índia, em 1930, também totalmente vermelha, permitiu a formação de um plantel com essa pelagem fixada através de trabalho seletivo e emprego conveniente da consangüinidade.

RAÇAS ZEBUÍNAS - NELORE MOCHO

NELORE MOCHO
Bacana Japaranduba - Nelore Mocho da ACNB

As primeiras famílias mochas foram formadas em meados da década de 50, intensificando-se a partir de 1960. Durante muito tempo atribuiu-se o surgimento de animais mochos a eventuais mutações, hipótese hoje posta de lado pela quase totalidade dos especialistas e estudiosos. O mocho vem do gado nacional que, por sua vez, descende de bovinos europeus sem chifres, introduzidos no país no passado remoto. O Registro Genealógico para gado mocho foi introduzido em 1969.

http://www.bovinos.hpg.ig.com.br/

RAÇAS ZEBUÍNAS - NELORE MALHADO DE PRETO

NELORE MALHADO DE PRETO

O Dr. Alberto Alves Santiago, renomado agrônomo, que em 1943 trabalhava na Sociedade Rural Brasileira, visitou uma criação no município de Jardinópolis em São Paulo, onde observou que criadores locais já possuíam rebanhos com animais malhados de preto.
Esses , na ocasião, não foram registrados, porque isso não era permitido para animais com essas características. Desde 1906, já se tinham notícias de animais com esse tipo de pelagem.Por esse motivo, a ABCZ resolveu admitir o registro dos animais malhados de preto.

RAÇAS ZEBUÍNAS - NELORE

NELORE
Fonte: Adaptado de ABC - Associação Brasileiras de Criadores

De origem indiana, o Nelore destaca-se pela rusticidade. O segundo tipo de gado zebu na Índia, é constituído por importante grupo de raças, dentre as quais se sobressaem a Hariana e a Angole.

No Brasil, a Nelore é, essencialmente, uma raça produtora de carne. Dentre as variedades trazidas da Índia, é a que vem sofrendo a mais intensa seleção, tendo em vista a obtenção de novilhos para corte.

Principais características: pelagem branca ou cinza-clara, cabeça estreita em forma de ataúde, arcadas orbitárias não salientes e perfil ligeiramente convexo. Os chifres são normalmente curtos e por vezes grossos: distingue-se, também, pelas orelhas curtas ou de tamanho médio.

RAÇAS ZEBUÍNAS - BRAHMAN

BRAHMAN
Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Brahman e ARAUCÁRIA Genética Bovina.

A seleção de animais da raça Brahman começou em 1915, quando W. J. Hudgins comprou 40 fêmeas aneloradas descendentes de animais importados da Índia. O grande impulso, no entanto, aconteceu quando os Estados Unidos realizaram duas importações de Zebu do Brasil, em 1923 e 1924. O objetivo fundamental de seus formadores era criar uma raça que pudesse suportar calor, umidade, insetos, parasitas e doenças típicas do Golfo do México na penúltima virada de século. Esses pioneiros eram criadores que gostavam das características das raças inglesas (Angus, Hereford e Shorthorn) como produtoras de carne, mas não podiam fazer com que elas tivessem sucesso e prevalecessem na inóspita região subtropical do Sul dos Estados Unidos.

Oficialmente, o Brahman começou no Brasil em 1994, no mês de abril, quando chegou a primeira leva vinda dos Estados Unidos e sob toda a vigília do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Quanto às características raciais, existem animais que vão desde o cinza bem claro (que alguns chamam de branco) até o cinza escuro com extremidades quase negras (que é uma pelagem conhecida como azulega), além de animais vermelhos em todas as nuances. Os machos tendem a ser mais escuros que as fêmeas. A pele é preta. Existem mochos de nascença e a amochação é permitida pelo Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas, feita pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, delegada do Ministério da Agricultura para isso.

O Brahman tem as qualidades zootécnicas do zebuíno aliadas a muitas dos taurinos. Na lista estão: rusticidade, precocidade, resistência a doenças e aos endo e exo-parasitas, habilidade materna, boa conversão alimentar, docilidade, conformação frigorífica, rendimento de carcaça, qualidade de carne. 

RAÇAS ZEBUÍNAS - SINDI

SINDI
Fonte: ARAUCÁRIA Genética Brasil e Associação dos Criadores de Sindi

A raça é originária da região de Kobistan, no Paquistão. Foi introduzida no Brasil em 1952 pelo diretor do Instituto Agronômico do Norte (IAN), Felisberto de Camargo. O objetivo era estabelecer na sede do IAN em Belterra (PA), um centro de pesquisa da raça sindi e fazer primeiramente da região amazônica um local auto-suficiente em leite e manteiga e, depois, o Nordeste.

Em 1954 um lote de 50 animais (reprodutores, matrizes e crias) seguiu uma parcela para Belterra e anos depois, outra para a Ilha de Marajó (onde o rebanho será extinto). No entanto, algumas fêmeas foram doadas para a Esalq, em Piracicaba. Lá, foram desenvolvidas várias pesquisas bem como a difusão da raça entre os criatórios do Estado de São Paulo. Sertãozinho, Nova Odessa e Ribeirão Preto foram alguns dos núcleos onde se trabalhou o gado sindi com finalidade leiteira, na década de 50. Com a intensificação do rebanho zebuíno, o Departamento da Produção Animal da Secretaria Estadual de Agricultura resolveu firmar, em 1956, uma parceria com o criador José Cezário de Castilho, propondo o cruzamento de seu rebanho com a do órgão governamental (linhagem de 1952).

Em 1963, o gado sindi é transferido para a Estação Experimental de Zootecnia de Ribeirão Preto, que também intensifica a exploração do potencial leiteiro da raça. Dez anos depois as pesquisas com o gado vermelho indo-paquistanês no instituto foram desativadas. O rebanho foi então transferido para a cidade de Colina, onde foi vendido e abandonado -data de 1974 o encerramento de pedidos de registros junto à ABCZ. 

Numa parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) em 1980, José Cezário de Castilho disponibilizou animais para serem avaliados na ocupação do semi-árido nordestino, especificamente na região de Patos. De ambos os núcleos, o gado sindi foi partindo para outros estados como Pernambuco e Alagoas. Sendo assim, a década de 90 foi marcada pela ascensão de criatórios de sindi em todo o país e conseqüentemente, por pedidos para retomar a execução dos serviços de registro genealógico da raça. 

Em 2001 foi aprovado o registro genealógico dos animais da Emepa e da Embrapa-CPTAU, por parte do Ministério da Agricultura através de seu Departamento de Fiscalização e Fomento da Produção Animal. 

A raça, resistente e boa produtora de carne e leite, foi utilizada principalmente em regiões de condições climáticas pouco favoráveis, como determinadas áreas nordestinas, que ainda hoje concentram a maior parte do plantel nacional de Sindi.

Principais características: rusticidade e tolerância ao calor. As fêmeas produzem, em média, 1.700 kg de leite por lactação. Entretanto, sob condições ótimas chegam a ultrapassar 4.000 kg de leite por lactação.

Entre os traços étnicos que definem seu padrão destacam-se o pequeno porte, a pelagem vermelha e a pele bem pigmentada. 

RAÇAS ZEBUÍNAS - GUZERÁ

GUZERÁ
Fonte: ARAUCÁRIA Genética Bovina

Foi a primeira raça zebuína a chegar ao Brasil. A raça foi trazida da Índia, na década de 1870, pelo Barão de Duas Barras, logo dominando a pecuária nos cafezais fluminenses. Surgia como solução para arrastar os pesados carroções e até vagões para transporte de café, nas íngremes montanhas, e também para produzir leite e carne. Com a abolição da escravidão, em 1888, os cafezais fluminenses entraram em decadência, levando os fazendeiros a buscar maior proveito do gado, por meio da seleção de características produtivas.

No Brasil, o Guzerá está espalhado por várias regiões, mas é notória sua presença na região nordestina, onde foi a única raça que sobreviveu, produtivamente, durante os cinco anos consecutivos de seca (1978-1983), além de ter enfrentado também outras secas históricas (1945, 1952, entre outras). Também é muito criada no Rio de Janeiro, onde constituiu o primeiro núcleo de Zebu do país, em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, e vem se expandindo para outras regiões do país.

O Guzerá é de dupla aptidão, com algumas linhagens definidas para leite e a maioria do gado selecionado para carne. Mesmo as linhagens de leite são de grande porte. Na idade adulta, as fêmeas pesam entre 450-650 kg. Os touros pesam entre 750-950 kg.

Habilidade Materna, rusticidade, bom rendimento de carcaça e precocidade são as principais características da raça Guzerá. Além disso, ela é indicada para o cruzamento com raças européias na geração de F-1.

RAÇAS ZEBUÍNAS- GIR / GIR MOCHA

GIR
Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Gir e ARAUCÁRIA Genética Bovina


Talvez seja a raça zebuína mais antiga do planeta, segundo sugestões da literatura sagrada hindu. Na rota das migrações humanas que iriam formar o futuro povo ariano e que povoavam o norte da África, temporariamente, estava o bovino ancestral da raça Gir, o qual teria permanecido na região de Kathiavar desde aqueles remotos tempos.Recentes estudos antropológicos reforçam essa teoria, mostrando que os povos migravam, a pé, do norte africano para o subcontinente indiano. Aquelas tribos seguiram viagem, mais tarde, até o interior asiático, fixando uma civilização na região de Gobi, enquanto o território indiano mergulharia no esquecimento por mais de 80 mil anos. Nesse período de esquecimento, teria sido aperfeiçoado o gado Gir, principalmente na região de Gir, famosa pelas florestas, no Kath lavar, onde abundavam leões e outras feras. O Gir ficou famoso como boi-de-luta e alguns autores mencionam que os chifres voltaram-se para baixo e para trás devido as intensas e constantes batalhas na região. 
Mais tarde, por volta de 20.000 a.C. ou, segundo outros autores, por volta de 5.000 a.C., as tribos de arianos remanescentes no deserto de Gobi, migraram para a Índia, entrando pelo estreito de Khebyr, trazendo consigo o gado de giba. Estes povos arianos teriam trazido apenas o gado branco-cinza do norte da Índia, não havendo menção sobre o Gir, ou o Guzerá. Estas duas raças, pelo que tudo indica, já estavam na Índia naqueles tempos. 
Morfologicamente, sua antiguidade também se manifesta pela conformação craniana: é a única raça bovina com chifres voltados para baixo e para trás, e de crânio ultra-convexo, no mundo. Uma vez que ainda existem bubalinos e ovinos de chifres voltados para baixo e para trás - no próprio Kathiavar - conclui-se que o Gir é o único bovino que deve ter tido um ancestral comum com essas subespécies, há milhões de anos atrás. 

A raça chegou ao Brasil em 1911, mas foi no final da primeira Guerra Mundial que, de fato, tornou-se figura comum. Inicialmente, o sucesso do Gir ficou patenteado pela consolidação da raça Indubrasil. Em meados da década de 1930, pecuaristas sentiram a necessidade de tornar as raças puras indianas e o Gir iniciou um período de ouro com animais atingindo valores astronômicos. 

Durante a Segunda Guerra mundial, os mestiços de Gir chegaram até a receber um preço especial, pela conformação frigorífica e pelo rendimento de carcaça, em Barretos (SP). Nessa época o Gir espalhou-se, de norte a sul, permitindo a ocupação de territórios nunca antes explorados. Em meados da década de 1960, para atender o enorme mercado propriedades leiteiras, diversos selecionadores passaram a segregar as fêmeas de Gir de aptidão leiteira. Dividiu-se assim o horizonte da raça em dois: linhagens para leite e linhagem para corte - ao mesmo tempo em que os selecionadores tradicionais atingiam o ponto alto no aperfeiçoamento racial. 
As importações do inicio da década de 1960 permitiram a introdução de novas linhagens leiteiras, embora com menor influência na seleção para carne. Devido ao acelerado melhoramento na produtividade leiteira, rapidamente o sangue Gir chegou a 82,4% das propriedades brasileiras que, de alguma forma, exploravam o leite.

Na década de 1980 firmaram-se apenas duas orientações: leite e padrão, também na vertente mocho; sendo que a seleção para carne foi drasticamente reduzida, mas volta agora após a virada do século a ser novamente selecionada por um grupo de criadores.

Principais características: pelagem vermelha ou amarela em combinações típicas da raça: gargantilha, chitada, rosilha e moura, sempre sobre pele bem pigmentada. O perfil craniano ultraconvexo (com fronte larga, lisa e proeminente) e marrafa bem jogada para trás (onde nascem os chifres de seção elíptica, achatada, grossos na base, saindo para baixo e para trás), completam com detalhes o padrão racial do gir. Sua natureza gregária e o temperamento dócil contribuíram para sua expansão no Brasil. 

Foto Gir Mocha