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RAÇAS EUROPÉIAS LEITEIRAS PURAS - AYRSHIRE

AYRSHIRE


Fonte: Catálogo Rural.


Taurino britânico, de origem escocesa. Seu primeiro registro no Brasil é de 1930, data da fundação da Associação dos Criadores de Ayrshire. Até 1983, somava 284 cabeças, sendo que em 1986 apenas três cabeças foram registradas pelo Ministério da Agricultura.

Características: Pelagem curta malhada de vermelho, preferentemente com manchas vermelhas pequenas, bem definidas; os lados da cabeça e pescoço são frequentemente vermelhos e as extremidades brancas.

A aptidão dominante da Ayrshire é a leiteira, produzindo em média 3,900Kg de leite com 3,85% de gordura. Por ser um leite muito rico em matéria seca, é próprio para a fabricação de queijos, sendo considerada a melhor a raça queijeira inglesa. Os globulos graxos são pequenos, de difícil desnatagem, não produzindo manteiga muito amarela. A raça gera a primeira cria aos 30 meses e os bezerros apresentam os seguintes pesos ao nascer: fêmeas, 31 Kg; machos, 34 Kg.

Na produção de carne, os animais Ayrshire são bem musculados e sua carcaça se aproxima da média das raças leiteiras. Cruzada com raças de corte, produz mestiços de bom tipo para os frigoríficos. 

RAÇAS EUROPEIAS LEITEIRAS PURAS - JERSEY

JERSEY

Fonte: Associação de Criadores de Gado Jersey do Brasil


A Raça Jersey teve como berço originário à mencionada Ilha de Jersey. No Brasil ela chegou por volta de 1895, quando houve a primeira importação de gado Jersey. E atualmente o país detém um dos melhores rebanhos Jersey do mundo.

Uma das reconhecidas qualidades da raça Jersey é, sem dúvida, sua adaptabilidade às mais variadas condições de solo, clima e temperatura. A raça Jersey também é a mais eficientes de todas na produção de leite e é encontrada nos cinco continentes. Atualmente, é a segunda raça leiteira mais criada no mundo, devido às suas características listadas a seguir.

1- Alta precocidade e prolificidade: A novilha já pode ter seu primeiro aos 26 meses, voltando a emprenhar após 110 dias. 

2- Longevidade: A vaca tem vida reprodutiva até os 20 anos, atingindo o máximo de rendimento dos 10 aos 12 anos. 

3- Adaptabilidade: Sua tolerância às diversas temperatura, assim como a facilidade no que concerne a concepção e ao parto, faz com que seja perfeitamente adaptável às mais variadas condições climáticas, além de apresentar bom desempenho em instalações comerciais e em programas de pastoreio. 

4- Peso em leite ou eficiência: Há exemplo de vacas que produziram até 32,6 vezes seu próprio peso em leite. Como exemplo, a vaca ? Sunny King Berna? produziu 111.255 kg de leite e 6.646 kg de gordura durante sua vida, sendo recorde mundial de produção de gordura entre todas as raças. 

5- Rentabilidade: o rendimento líquido das vacas Jersey sobre as outras raças, no que se refere a custos dos alimentos, é 14,18% favorável à vaca Jersey. 

6- Produção econômica: A vaca apresenta uma alta eficiência de conversão alimentar. 

7- Qualidade do leite: O leite contém 20% mais de proteína e 15% mais de cálcio. Contém maior quantidade de sólidos não gordurosos - proteínas, lactose, vitaminas e minerais.


8- Cruzamentos: A facilidade de parição, tolerância ao calor elevada produção leiteira e manteigueira, fazem da Jersey uma raça eficiente para cruzamentos com raças zebuínas, quando se pretende aumentar a produção de leite.

Padrão da Raça

* Cabeça limpa, bem proporcional e de comprimento moderado;
* Pescoço limpo, moderadamente comprido;
* Pés curtos, compactos e redondos;
* Úbere largo, alto e amplo. Um úbere de boa qualidade é pregueado, macio, de boa textura, e descarnado;
* Pele pigmentada.


RAÇAS EUROPÉIAS LEITEIRAS PURAS - GUERNSEY

Guernsey
DR Gribble, Email: d.gribble @ ntlworld.com


Esta raça foi formada por cruzamentos de raças francesas e mantém bastantes semelhanças com o gado da ilha de Alderney. Os monges bretões levaram animais da raça Froment du Léon para a ilha de Guernsey, no ano de 960. Esse gado era originário da Bretanha. Um século depois, introduziram bovinos Isigny (ou Nosmam Brindler), da Normandia, de maior tamanho e coloração jaspeada. A partir de então, surgiu o atual Guernsey, provavelmente cruzado com o gado Jersey. O Guernsey foi introduzido no Brasil pelo Segundo Barão de Nova Friburgo (Bernardo Clemente Pinto), com animais importados diretamente da ilha e levados para sua Fazenda do Gavião, em Cantagalo - RJ. A coloração dos animais oscila entre o cervo claro e o vermelho intenso, muitas vezes com manchas brancas. Os animais jaspeados são raros. O pêlo é curto, suave e fino, a pele é suave e flexível, de cor amarela intensa, medianamente grossa. Os chifres são mais compridos que os da raça Jersey e curvam-se para fora. São características da raça, o porte médio, rusticidade e longevidade. As fêmeas apresentam produção de leite entre 4.000 e 7.000 kg por lactação, com elevado teor de gordura (4,5% a 5,5%). As fêmeas adultas pesam entre 400 e 700 kg, e os machos, entre 700 e 900 kg. 

Fonte: Ourofino 

RAÇAS EUROPÉIAS LEITEIRAS PURAS - HOLANDÊS VB

Holandesa Vermelha e Branca

Fonte: Gazeta do Povo


Até o inicio de 1980, o Brasil foi considerado o detentor do maior rebanho mundial de HVB (holandês vermelho branco), mas o efetivo foi decrescendo, ano após ano, por falta de disponibilidade de reprodutores VB (vermelho branco) com provas genéticas comprovadas e também pela não aceitação das cobrições de vacas VB por touros PB (preto branco). A abertura para uso de reprodutores PB sobre vacas VB somente aconteceu por volta de 1984 desde que o reprodutor fosse portador de gene recessivo para pelagem VB.
A FAO, organização da ONU vinculada ao setor de alimento e agricultura relacionou, na década de 1950, três tipos de gado holandês, cada uma com seu próprio registro genealógico:


a) Holandês preto e branco (ou vermelho e branco), com cerca de 80% do total; 


b) Meuse-Rhine-ljssel (vermelha e branca), com cerca de 18%; 


c) "Groningen" (cabeça branca), com cerca de 2%.




FONTE : www.criareplantar.com.br/pecuaria

RAÇAS EUROPÉIAS LEITEIRAS PURAS - HOLANDÊS

HOLANDESA PRETO E BRANCO

Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa.

Pouco se sabe sobre a origem da raça Holandesa, ou Fries-Hollands Veeslay, ou ainda Frísia Holandesa, havendo anotações que vão até o ano 2000 a.C.. Alguns afirmam que ela foi domesticada há 2.000 anos nas terras planas e pantanosas da Holanda setentrional e da Frísia (Países Baixos) e também na Frísia Oriental (Alemanha). No Brasil, também não se sabe a certo qual a data de introdução da raça holandesa, no entanto, presume-se que o gado holandês foi trazido nos anos de 1530 a 1535.

Dentre as principais características da raça estão: 

* Malhadas de preto-branco ou vermelho-branco; ventre e vassoura da cauda branca; barbela e umbigueira pouco pronunciado, tamanho da vulva discreta e não pregueada; animal não totalmente preto e nem totalmente branco.

* Cabeça bem moldada, altivo, fronte ampla e moderadamente côncava, chanfro reto, focinho amplo com narinas bem abertas, mandíbulas fortes que exprimem o estilo imponente e vivacidade própria da Raça; 

* Pescoço longo e delgado que se une suavemente na linha superior ao ombro refinado e cruz angulosa e as vértebras dorsais que se sobressaem e inferiormente ao largo peito com grande capacidade circulatório e respiratório; 

* Dorso reto, forte e linha lombo-dorsal levemente ascendente no sentido da cabeça; 

* Garupa comprida, larga e ligeiramente desnivelada no sentido quadril a ponta da nádega; 

* Coxas retas, delgadas e ligeiramente côncavas, bem separadas entre si, cedendo amplo lugar para o úbere simétrico, largura e profundidade moderado e fortemente inserido ao abdomen e na base do osso da bacia; 

* Pernas com ossatura limpa, chata e de movimentos funcionais que termina em patas de quartelas fortes e cascos bem torneados; 

* Pele fina e pregueada e pêlo fino e macio.

Características de reprodução: 

* Idade para a primeira cobertura: 16 a 18 meses;
* Idade para o primeiro parto: 25 a 27 meses;
* Duração da gestação: 261 dias a 293 dias ( média de 280 dias);
* Intervalo entre partos: 15 a 17 meses;

Cruzamentos: 

Os principais cruzamentos são com a raça Gir, formando o Girolando, e com o Guzerá, formando o Guzolando (ou Guzerando), ambos com livro de Registro Genealógico.
A pecuária de gado holandês para carne, com novilhos precoces, caminha aceleradamente desde a década de 1970. Já na década de 1980 foi estabelecido um programa alternativo de cruzamentos com raças especializadas de corte, destacando-se o Charolês, o Limousin, o Piemontês, o Bleu - Blanc Belge, e outras, para incrementar o rendimento de carne, promovendo o surgimento de linhagens de melhor rendimento no abate. Esta é a grande novidade científica da virada do milênio, que pode revolucionar a pecuária mundial. Assim como o Holandês revolucionou a pecuária leiteira, essa alternativa "carne leite" pode provocar uma segunda revolução.